domingo, 28 de março de 2010
Dois caminhoS!
São apenas dois caminhos que tens pela frente.São apenas duas escolhas que podes fazer: ou estás em paz ou estás em guerra contigo mesmo. Não há mistério.Aprende que toda vez que a paz não é presente, a causa reside na escolha que fizeste, e toda escolha acarreta alterações.Toda escolha cria realidade e esta realidade é o que será experimentado por ti.Pergunta a ti mesmo se a tua escolha proporcionará bons frutos ao teu percurso.E lembra: toda escolha pode ser mudadano momento em que desejares.Esta é uma realidade que não podes modificar, para que assim tenhas outras oportunidades de encontrar o que teu coração tanto aspira.Ensina somente o que desejas aprender, doa somente o que desejas receber, pelo contrário, sentir-te-ás confuso em tuas metas e não saberás quais os passos necessários para chegar a ti mesmo.A confusão é sinônimo de escolhas equivocadas, apenas isso.Todo sofrimento reside na falta de atenção para contigo mesmo.Sê atento, o tempo é precioso e é através dele que realizas o teu propósito.Quando estás atento, o cuidado para contigo é presente, daí a alegria, a paz de espírito, a ausência de erros.Dá o melhor de ti para o teu caminho e se não souberes fazê-lo, pede visão, pede luz e chegar-te-á ajuda no mesmo instante.A bênção é dada a todos que desejam estar inseridos na realidade de Deus, não que esta esteja disponível a poucos, mas, quando o pedido é feito,o coração dá a direção e, assim,passas a ver o que antes parecia não existir.E no entanto, tudo sempre esteve disponível... Era só querer, sentir e viver.
O Espaço está pequeno demais!
SOUSA, Marina de.
Chegaria um dia em que este espaço seria pequeno demais. E então eu não saberia mais o que fazer. Eu só saberia que o meu quarto não comportaria mais os meus sonos debochando dos limites ali impostos; o meu armário já não caberia tantas peles e o mural de fotos não aceitaria as poses dos modelos das fotografias que por agora eu tenho apreço. Sempre me senti estranha dentro daquela casa, às vezes eu até acordava e me perguntava: “onde estou?!”, de alguma forma aquilo não me pertencia. As vozes que eu sempre ouvi jamais me foram familiares. Já pensei que eu era louca, já pensei que tivesse algum tipo de deficiência psicológica ou mental. Mas isso nunca foi comprovado... Eu cresci como uma pessoa normal, mas confesso que por muitas e muitas noites eu passei acordada pensando na vida, pensando na minha vida e em tudo que estava a minha volta. Uma voz vinda de dentro tratava de me manter atenta numa música que meus ouvidos jamais ouviram, mas aquela música me acalmava. Eu já pensei em ser escritora, gosto de escrever, e gosto de me encontrar com a pessoa na qual me transformo enquanto estou transformando em palavras os meus sentimentos. É um jogo gostoso de ser jogado, e quando quero pode até ser rimado, como um pingue-pongue bem rápido. Penso que eu me retiro do mundo externo quando escrevo, e sei que as pessoas que estão me vendo agora não entendem que escrever estas bobagens alivia muito os conflitos que tenho todo o tempo. Ah! Eu já pensei também que eu poderia ter dupla-personalidade, mas hoje eu sei que quem faz isso com a gente é a própria sociedade! E, eu levei à sério demais as coisas que eu ouvia do que é “certo” e do que é “errado”, escolhi sempre fazer o que era certo, no fundo então eu acho que sou uma pessoa de bons sentimentos, afinal eu sempre quis causar bons sentimentos nos outros. Mas, um belo dia que não me lembro mais ao certo qual dia, para sobreviver às minhas próprias exigências, quase desumanas, precisei abrir os olhos para uma verdade que jogaria por terra toda aquela vidinha que eu pensava ter vivido. No fundo, nunca existiu certo e errado, e isso depende muito de quem está olhando e sob qual ângulo se olha. Não é fácil perceber que tudo aquilo que você acreditava ser a verdade, que você acreditava ser a fórmula perfeita para a felicidade, não funcionaria mais para sua vida. A vontade que senti foi de desistir de tudo, desistir de todas as pessoas, pois elas nos parecem seres repugnantes, falsos e cheios demais de defeitos. A vida parece sem sentido, parece ser um jogo entediante e ao mesmo tempo complexo demais. Mal sabia eu que este era um dos momentos mais importantes da minha vida. Era o momento de eu mesma ser a única saída, as minhas escolhas determinaram os meus caminhos e ninguém em lugar nenhum do mundo aliviaria o que eu sentia, porque naquele momento eu só queria ouvir que tudo era um sonho, que quando eu acordasse as coisas já estariam exatamente onde eu sempre acreditei que estavam e todo aquele sentimento pesado de vazio deixaria de existir. Só que a angustia toma toda sua emoção, pois os dias passam e você não desperta de nenhum sonho, é tudo real e é a única realidade que sempre existiu e que eu nunca enxerguei. A vida toma outro sentido sim, mas sabe que as coisas já não me atingem como antes?! Hoje eu me permito errar e convivo bem com meus fracassos. Só que o espaço agora está pequeno, meu corpo é pequeno para comportar todas minhas vontades e minimamente eu queria me equilibrar na corda mais bamba, a da minha emoção. Eu preciso me concentrar numa linha tão fina que o meu corpo fica bailando para lá e para cá. Eu tomo um pouco de ar, tomo fôlego e volto a me equilibrar. Com o tempo isso fica gostoso, e fica mais fácil também. Mas, outro dia eu falo da corda bamba, hoje eu só venho para falar que eu sinto que o espaço está pequeno. E ainda não sei por onde aumentá-lo! Minha Alma precisa abrir as asas que já não são tão pequenininhas, e não sei como farei, preciso contar para alguém, que logo eu vou voar!
Chegaria um dia em que este espaço seria pequeno demais. E então eu não saberia mais o que fazer. Eu só saberia que o meu quarto não comportaria mais os meus sonos debochando dos limites ali impostos; o meu armário já não caberia tantas peles e o mural de fotos não aceitaria as poses dos modelos das fotografias que por agora eu tenho apreço. Sempre me senti estranha dentro daquela casa, às vezes eu até acordava e me perguntava: “onde estou?!”, de alguma forma aquilo não me pertencia. As vozes que eu sempre ouvi jamais me foram familiares. Já pensei que eu era louca, já pensei que tivesse algum tipo de deficiência psicológica ou mental. Mas isso nunca foi comprovado... Eu cresci como uma pessoa normal, mas confesso que por muitas e muitas noites eu passei acordada pensando na vida, pensando na minha vida e em tudo que estava a minha volta. Uma voz vinda de dentro tratava de me manter atenta numa música que meus ouvidos jamais ouviram, mas aquela música me acalmava. Eu já pensei em ser escritora, gosto de escrever, e gosto de me encontrar com a pessoa na qual me transformo enquanto estou transformando em palavras os meus sentimentos. É um jogo gostoso de ser jogado, e quando quero pode até ser rimado, como um pingue-pongue bem rápido. Penso que eu me retiro do mundo externo quando escrevo, e sei que as pessoas que estão me vendo agora não entendem que escrever estas bobagens alivia muito os conflitos que tenho todo o tempo. Ah! Eu já pensei também que eu poderia ter dupla-personalidade, mas hoje eu sei que quem faz isso com a gente é a própria sociedade! E, eu levei à sério demais as coisas que eu ouvia do que é “certo” e do que é “errado”, escolhi sempre fazer o que era certo, no fundo então eu acho que sou uma pessoa de bons sentimentos, afinal eu sempre quis causar bons sentimentos nos outros. Mas, um belo dia que não me lembro mais ao certo qual dia, para sobreviver às minhas próprias exigências, quase desumanas, precisei abrir os olhos para uma verdade que jogaria por terra toda aquela vidinha que eu pensava ter vivido. No fundo, nunca existiu certo e errado, e isso depende muito de quem está olhando e sob qual ângulo se olha. Não é fácil perceber que tudo aquilo que você acreditava ser a verdade, que você acreditava ser a fórmula perfeita para a felicidade, não funcionaria mais para sua vida. A vontade que senti foi de desistir de tudo, desistir de todas as pessoas, pois elas nos parecem seres repugnantes, falsos e cheios demais de defeitos. A vida parece sem sentido, parece ser um jogo entediante e ao mesmo tempo complexo demais. Mal sabia eu que este era um dos momentos mais importantes da minha vida. Era o momento de eu mesma ser a única saída, as minhas escolhas determinaram os meus caminhos e ninguém em lugar nenhum do mundo aliviaria o que eu sentia, porque naquele momento eu só queria ouvir que tudo era um sonho, que quando eu acordasse as coisas já estariam exatamente onde eu sempre acreditei que estavam e todo aquele sentimento pesado de vazio deixaria de existir. Só que a angustia toma toda sua emoção, pois os dias passam e você não desperta de nenhum sonho, é tudo real e é a única realidade que sempre existiu e que eu nunca enxerguei. A vida toma outro sentido sim, mas sabe que as coisas já não me atingem como antes?! Hoje eu me permito errar e convivo bem com meus fracassos. Só que o espaço agora está pequeno, meu corpo é pequeno para comportar todas minhas vontades e minimamente eu queria me equilibrar na corda mais bamba, a da minha emoção. Eu preciso me concentrar numa linha tão fina que o meu corpo fica bailando para lá e para cá. Eu tomo um pouco de ar, tomo fôlego e volto a me equilibrar. Com o tempo isso fica gostoso, e fica mais fácil também. Mas, outro dia eu falo da corda bamba, hoje eu só venho para falar que eu sinto que o espaço está pequeno. E ainda não sei por onde aumentá-lo! Minha Alma precisa abrir as asas que já não são tão pequenininhas, e não sei como farei, preciso contar para alguém, que logo eu vou voar!
Assinar:
Comentários (Atom)